Aprovados no Pró-saúde protestam contra aumento de carga horária

Enfermeiros, técnicos de enfermagem e alguns servidores da saúde aprovados no concurso Pró-saúde no Acre, paralisaram suas atividades na manhã de ontem, 2, para manifestar a insatisfação com a carga horária de trabalho imposta aos mesmos sem uma devida autorização legal. A luta dos enfermeiros é que o tempo de trabalho seja reduzido. O movimento em frente a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi supervisionado pelo Diretor do Sindicato dos Enfermeiros no Acre, Raimundo Correa, e pelo Presidente Regional de Enfermagem, José Adaildo. Segundo a categoria, dos 35 itens que compõem a pauta do protesto, uma delas é a escala de trabalho que consta 12 horas contínuas sem tempo de descanso para o servidor, sendo obrigado por lei terem no mínimo 2 horas para almoço. “Houve uma mudança em nossos horários de trabalho que nós não concordamos. É a pauta que estamos colocando em discussão. Dentro da questão da carga horária, há um acordo coletivo em relação aos uniformes, qualidade no local de trabalho, salário e a questão de que os servidores trabalham domingo e feriados sem receber por isso”, detalhou Raimundo Correa. Na última terça-feira, dia 1º, os manifestantes participaram de uma reunião no gabinete do Governador Tião Viana, com secretários do governo e um dos diretores do Pró-saúde, onde surgiu uma proposta para que ambas as partes continuem negociando. “Estamos em nosso primeiro dia de greve e ainda nesta quarta-feira vamos fazer uma assembléia e deliberar a reivindicação para continuarmos negociando com o Governo do Estado”, salientou o Diretor do Sindicato no Acre. Para José Adaildo, é dever do próprio Conselho estar acompanhando as reivindicações sindicais da categoria. “Auxiliares e técnicos de enfermagem estão lutando para que o próprio Pró-saude preste uma assistência de qualidade. Em relação à prefeitura, observamos que também há alguns impasses a serem resolvidos”.